Mercados globais operam em espera antes do payroll dos EUA
Dólar recua enquanto investidores aguardam o relatório de empregos dos Estados Unidos, indicador decisivo para as expectativas de juros do Federal Reserve e o comportamento dos mercados.
abrO dólar iniciou esta quarta-feira (7) em queda, acompanhando a cautela dos investidores antes da divulgação de dados importantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Às 9h, a moeda americana recuava 0,07%, cotada a R$ 5,3720.
Com a agenda doméstica mais esvaziada, o foco permanece no exterior. Nos EUA, os investidores aguardam o relatório ADP, que mede a criação de vagas no setor privado. A expectativa é de 47 mil novos postos em dezembro, após a perda de 32 mil vagas no mês anterior. Mais tarde, será divulgada a pesquisa JOLTS, com previsão de 7,6 milhões de vagas abertas. Esses números ajudam a preparar o mercado para o relatório oficial de empregos (payroll), que será publicado na sexta-feira (9) e pode influenciar as decisões do Federal Reserve sobre juros. Atualmente, o mercado precifica dois cortes de juros ao longo do ano.
No cenário externo, seguem no radar os desdobramentos da ofensiva dos EUA na Venezuela. O presidente Donald Trump anunciou que o governo interino venezuelano entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo "de alta qualidade" aos EUA, volume equivalente a cerca de dois meses da produção atual do país. Segundo ele, o petróleo será vendido a preço de mercado, com os recursos sob controle americano.
No Brasil, a atenção se volta para o fluxo cambial semanal. Na véspera, foi informado que o país encerrou 2025 com superávit comercial de US$ 68,293 bilhões, o terceiro melhor resultado anual já registrado. Para 2026, a projeção é de um saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Nos mercados internacionais, Wall Street opera com cautela antes dos dados de emprego, após recordes recentes. Por volta das 9h, os futuros do Dow Jones subiam 0,04%, enquanto S&P 500 recuava 0,15% e Nasdaq caía 0,35%. Na Europa, as bolsas operam sem direção única após a inflação da zona do euro desacelerar para 2% em dezembro, em linha com a meta do Banco Central Europeu (BCE). Na Ásia, o pregão foi misto, com a China próxima das máximas em mais de dez anos e Hong Kong em queda após três sessões de alta.
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