Ouro avança com tensão geopolítica e ameaça de novas tarifas nos EUA
Mercado busca proteção diante de incertezas comerciais de Trump e negociações nucleares com o Irã
Os preços do ouro avançaram levemente nesta quinta-feira, sustentados pela incerteza em torno da política tarifária dos EUA e pela expectativa de novas negociações entre americanos e iranianos em Geneva. O ouro à vista subia 0,1%, a US$ 5.174,07 por onça, após ter atingido na terça-feira o maior nível em mais de três semanas. Já os futuros para abril recuavam 0,7%, para US$ 5.190,30.
O movimento ocorre em meio à volatilidade provocada pelas medidas comerciais do presidente Donald Trump. O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que tarifas para alguns países subirão para 15% ou mais, acima dos 10% recentemente anunciados, sem detalhar quais parceiros serão afetados. A leve fraqueza do dólar também deu suporte ao metal, ao tornar as commodities cotadas na moeda americana mais acessíveis a investidores estrangeiros.
No campo geopolítico, autoridades dos dois países devem realizar ainda hoje mais uma rodada de negociações nucleares. Em discurso recente, Trump voltou a endurecer o tom contra o Irã, reiterando que não permitirá que o país desenvolva arma nuclear.
Considerado um ativo de proteção por não gerar rendimento e preservar valor em períodos de instabilidade, o ouro já acumula alta de cerca de 20% em 2026, após atingir o recorde histórico de US$ 5.594,82 em 29 de janeiro. Analistas destacam que a demanda segue robusta, especialmente na Ásia e entre bancos centrais.
Os investidores também monitoram a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA, que podem oferecer novos sinais sobre a trajetória econômica. Entre outros metais preciosos, a prata caía 2,1%, enquanto platina e paládio recuavam 0,5%, refletindo um ambiente de cautela nos mercados.
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