Dólar sobe com mercado atento à captura de Maduro pelos EUA e projeções do Banco Central
No início de 2026, o dólar opera em alta enquanto investidores acompanham a crise na Venezuela, o boletim Focus e as mudanças na composição do Ibovespa
O mercado inicia 2026 atento aos desdobramentos da crise na Venezuela, às projeções econômicas do Banco Central e às mudanças na composição do Ibovespa.
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, domina as atenções. Maduro deve comparecer a uma audiência em Nova York ainda hoje. No cenário internacional, os preços do petróleo seguem voláteis, próximos da estabilidade, enquanto o ouro sobe mais de 2%. Já os títulos da dívida venezuelanos avançam com força, diante das expectativas de reestruturação da dívida do país.
No Brasil, o boletim Focus trouxe as primeiras projeções do ano. Economistas estimam queda dos juros, crescimento mais lento da economia, inflação dentro da meta e câmbio estável. A previsão de inflação para 2025 caiu de 4,32% para 4,31%, enquanto a estimativa para 2026 subiu de 4,05% para 4,06%. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80%.
O mercado manteve a expectativa de crescimento do PIB de 2025 em 2,26% e de 1,80% em 2026, ano de eleições presidenciais. No câmbio, após o dólar ter caído mais de 11% em 2025 e encerrado o ano em R$ 5,4887, a projeção é que a moeda termine 2026 em R$ 5,50.
Na bolsa, o Ibovespa começou 2026 em queda, após ter acumulado alta de quase 34% em 2025, o melhor desempenho em nove anos. A nova carteira do índice passa a incluir Copasa (CSMG3) e exclui CVC Brasil (CVCB3).
O dólar acumula queda de 2,16% na semana, alta de 1,18% no mês e recuo de 1,18% no ano. Já o Ibovespa registra queda de 0,22% na semana, recuo de 0,36% no mês e baixa de 0,36% no ano.
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