Preços de importação nos EUA disparam e reforçam pressão inflacionária

EconomiaIMPORTAÇÃO

Preços de importação nos EUA disparam e reforçam pressão inflacionária

Alta dos combustíveis registra o maior avanço em quatro anos e amplia expectativas de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos 

Foto: GettyImages

Os preços das importações nos Estados Unidos registraram uma forte alta em abril, impulsionados principalmente pelo avanço dos combustíveis, em mais um sinal de que as tensões no Oriente Médio continuam pressionando a inflação global.

Segundo dados divulgados pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho, os preços de importação subiram 1,9% no mês passado, acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 1,0%. Em março, o avanço revisado havia sido de 0,9%.

No acumulado de 12 meses, os preços das importações dispararam 4,2%, marcando o maior aumento anual desde outubro de 2022.

O principal destaque ficou para os combustíveis importados, que saltaram 16,3% em abril, registrando a maior alta desde março de 2022. Em março, o avanço havia sido de 10%.

O movimento ocorre em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e às dificuldades na navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural.

Além da energia, o conflito também elevou os preços de commodities como fertilizantes e alumínio, aumentando a pressão sobre toda a cadeia produtiva.

Os preços dos alimentos importados avançaram 0,9%, enquanto o núcleo das importações, que exclui alimentos e energia, subiu 0,7%.

Entre os segmentos, os preços dos bens de capital importados aumentaram 1,1%, enquanto os bens de consumo, excluindo automóveis, tiveram alta de 0,4%. Já os preços de veículos, peças e motores importados recuaram 0,1%.

Também houve forte avanço nos produtos importados da China, Japão, União Europeia e México.

Os preços das importações vindas do Canadá subiram 5,6%, registrando o maior aumento em quatro anos.

Os números reforçam a percepção de que a inflação americana continua resistente, após os recentes dados de preços ao consumidor e ao produtor também apontarem aceleração acima do esperado.

Com isso, o mercado amplia as apostas de que o Federal Reserve manterá os juros elevados por mais tempo, com parte dos investidores já descartando cortes nas taxas até 2027. 

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Sexta, 15 Mai 2026

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://moneynownews.com.br/