Futuros de Wall Street caem com petróleo em alta e sinal do Fed pressionando o mercado

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Futuros de Wall Street caem com petróleo em alta e sinal do Fed pressionando o mercado

 Disparada da energia reacende temores de inflação e reduz apostas de corte de juros.

Foto: GettyImages

Os futuros das bolsas americanas operam em queda nesta quinta-feira (19), refletindo a forte alta do petróleo e a sinalização mais cautelosa do Federal Reserve sobre os juros. O avanço da commodity, impulsionado pela escalada do conflito no Oriente Médio, volta a pressionar as expectativas de inflação e gera desconforto entre investidores, que passam a rever o cenário de política monetária para os próximos meses.

Por volta das 8h12 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones Industrial Average recuavam cerca de 0,23%, enquanto o S&P 500 caía 0,20% e o Nasdaq 100 perdia 0,34%. O movimento acompanha a deterioração do sentimento global após o Fed manter os juros inalterados e indicar que ainda é cedo para avaliar os impactos econômicos da guerra.

O petróleo voltou ao centro das atenções, com o barril do Brent atingindo cerca de US$ 115, após novos ataques a instalações energéticas no Oriente Médio. Esse cenário reforça o risco de um choque inflacionário, já que custos mais altos de energia tendem a se espalhar pela economia. Ao mesmo tempo, o Fed sinalizou que ainda prevê apenas um corte de juros neste ano, mas o mercado já começa a adiar essas expectativas para um horizonte mais distante.

No setor corporativo, as ações da Micron Technology caíam no pré-mercado, mesmo após uma perspectiva positiva, com investidores reagindo negativamente ao aumento de gastos em um ambiente de crédito mais caro. O movimento também pressionou outras empresas do setor, como Western Digital e Nvidia.

Além disso, empresas sensíveis ao custo de energia, como companhias aéreas e cruzeiros, também operavam em queda moderada, refletindo o impacto direto da alta do petróleo. Já o ambiente de juros elevados e dólar forte pressionou o mercado de metais preciosos, levando a perdas em mineradoras globais.

No geral, o cenário combina petróleo em alta, inflação pressionada e bancos centrais mais cautelosos, criando um ambiente de maior volatilidade e menor apetite por risco no curto prazo.

 

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Quinta, 19 Março 2026

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