Ações globais avançam com expectativa de negociações entre EUA e Irã; petróleo segue abaixo de US$ 100

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Ações globais avançam com expectativa de negociações entre EUA e Irã; petróleo segue abaixo de US$ 100

MSCI global caminha para o nono pregão seguido de alta, enquanto dólar permanece perto das mínimas de seis semanas 

Foto: GettyImages

As bolsas globais operaram em alta nesta quarta-feira, aproximando-se de máximas históricas, à medida que aumentam as expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã nos próximos dias. O alívio geopolítico manteve os preços do petróleo em patamar contido, com o Brent ainda abaixo de US$ 100 por barril.

O índice MSCI All-Country World avançou 0,1%, suficiente para colocá-lo a caminho do nono pregão consecutivo de ganhos, em movimento sustentado pela percepção de que o conflito no Oriente Médio pode ter uma solução diplomática mais rápida do que o inicialmente esperado.

Na Europa, os índices ficaram próximos da estabilidade após a alta registrada na Ásia. O mercado francês foi pressionado principalmente por Hermès, cujas ações despencaram mais de 13% depois que a companhia reportou impacto negativo nas vendas do primeiro trimestre associado ao ambiente de guerra.

O apetite por risco ganhou força após Donald Trump afirmar que as conversas com Teerã podem ser retomadas nos próximos dois dias, reacendendo as apostas em um acordo para encerrar as hostilidades.

Em Wall Street, os futuros ficaram praticamente estáveis, sinalizando manutenção do viés positivo depois da forte recuperação recente. Na sessão anterior, o Nasdaq subiu 2%, registrando o décimo dia consecutivo de alta, enquanto o S&P 500 voltou a rondar recordes de fechamento.

Os dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos também ajudaram no humor dos investidores, ao mostrar avanço abaixo do esperado em março, reduzindo parte dos temores de uma pressão inflacionária prolongada ligada ao petróleo.

Na Ásia, o movimento foi amplamente positivo. O índice regional de ações ex-Japão avançou, enquanto o Nikkei subiu 0,9% e o Kospi, da Coreia do Sul, ganhou 3%, refletindo maior exposição a tecnologia e exportadoras.

No mercado de energia, o Brent subiu 1,3%, para US$ 96,04, após ter recuado 4,6% na sessão anterior. Apesar da recuperação pontual, o mercado continua precificando a possibilidade de retomada parcial da oferta caso as negociações avancem.

No câmbio, o dólar permaneceu próximo das mínimas de seis semanas, devolvendo quase todos os ganhos obtidos desde o início da guerra em 28 de fevereiro. O índice da moeda americana subiu 0,2%, para 98,242, mas o viés estrutural segue mais fraco diante da melhora do apetite por risco.

O euro recuou levemente para US$ 1,177, enquanto a libra esterlina foi negociada em US$ 1,355. Já o yuan perdeu força após dados mostrarem desaceleração relevante nas exportações chinesas em março, refletindo o impacto do custo mais alto de energia sobre a demanda global.

Nos Treasuries, o ambiente mais construtivo trouxe algum suporte aos preços dos títulos. O rendimento da T-note de 2 anos ficou em 3,76%, enquanto o papel de 10 anos permaneceu estável em 4,56%, depois de recuar 4 pontos-base no pregão anterior.

Mesmo com o otimismo, o mercado ainda acompanha com cautela a situação no Estreito de Ormuz. Com o fluxo de petróleo ainda parcialmente comprometido, o FMI reduziu sua projeção de crescimento global e alertou para risco de recessão caso o conflito volte a se intensificar.

 

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Quarta, 15 Abril 2026

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