Futuros de Nasdaq e S&P 500 sobem antes de novo relatório de empregos nos EUA

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Futuros de Nasdaq e S&P 500 sobem antes de novo relatório de empregos nos EUA

Investidores aguardam os dados de trabalho em busca de sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve, enquanto ações de Lululemon e Adobe recuam no pré-mercado

Foto: GettyImages

Os futuros dos principais índices de Wall Street operavam em alta nesta sexta-feira, enquanto investidores aguardavam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos. O dado pode ser decisivo para as expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve e definir o tom da última sessão da semana.

Os futuros do Nasdaq 100 subiam 0,44%, enquanto os contratos do S&P 500 avançavam 0,05%. Na direção oposta, os futuros do Dow Jones recuavam 0,11%.

O movimento ocorre depois de uma sessão de recuperação das bolsas, impulsionada pelos comentários de Christopher Waller, do Federal Reserve. O dirigente afirmou que estaria aberto a manter os juros inalterados na reunião de setembro caso os próximos indicadores confirmem uma redução das pressões inflacionárias.

As declarações alteraram parte das expectativas do mercado. Segundo a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros em setembro caiu para cerca de 50%, ante 63% antes dos comentários de Waller.

Agora, a atenção se volta para o mercado de trabalho. Economistas consultados esperam que os Estados Unidos tenham criado 56 mil vagas de trabalho em agosto, após a perda inesperada de 23 mil postos em julho. A taxa de desemprego é projetada em 4,1%, embora exista a possibilidade de uma alta para 4,2%.

O resultado ganhou ainda mais importância depois que o relatório anterior revelou uma deterioração maior do que a inicialmente estimada. Além da perda de empregos em julho, os números dos dois meses anteriores passaram por revisões significativas para baixo.

O mercado de trabalho americano vem mostrando sinais de perda de força depois de um período mais robusto na primavera. Entre os fatores apontados estão o aumento dos custos de energia após o conflito com o Irã, interrupções no fornecimento e os efeitos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre a atividade econômica e as contratações.

Além do emprego, os investidores já começam a olhar para a próxima semana, quando serão divulgados os novos dados de inflação ao consumidor (CPI) e inflação ao produtor (PPI). Os indicadores serão importantes para avaliar se a desaceleração dos preços é suficiente para alterar a trajetória esperada dos juros.

No mercado acionário, algumas empresas chamavam atenção antes da abertura. As ações da Lululemon despencavam cerca de 20% depois que a companhia reduziu de forma significativa suas projeções de receita e lucro para o ano.

A Adobe também recuava, cerca de 2,8%, após anunciar uma mudança no comando da empresa. Shantanu Narayen deixará o cargo de CEO, que será assumido por Anil Chakravarthy.

Enquanto isso, permanece no radar dos investidores a tradicional fraqueza sazonal de setembro. Historicamente, o mês costuma apresentar um dos piores desempenhos para as bolsas americanas. A maior parte desse movimento, porém, tende a ocorrer na segunda metade do mês.

Com emprego e inflação concentrando as atenções, o mercado entra em uma sequência de indicadores capazes de redefinir as apostas sobre os juros americanos. Para os investidores, mais do que o número isolado de vagas, a combinação entre emprego, desemprego e os próximos dados de inflação será determinante para entender até onde o Federal Reserve poderá avançar em sua política monetária.

 

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Sexta, 04 Setembro 2026

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