Ações sobem enquanto petróleo cai e mercado reduz apostas em alta de juros

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Ações sobem enquanto petróleo cai e mercado reduz apostas em alta de juros

Bolsas avançam com o petróleo abaixo de US$ 90, enquanto dados mais fracos dos EUA reforçam a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed e investidores acompanham as negociações com o Irã 

Foto: GettyImages

As ações globais avançaram nesta quinta-feira, enquanto os preços do petróleo recuaram para US$ 87,30 por barril, com sinais de menor demanda compensando as preocupações provocadas pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Ao mesmo tempo, dados econômicos mais fracos dos EUA levaram os investidores a reduzir as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve em setembro.

O mercado passou a precificar 65% de chance de o Fed manter os juros inalterados no próximo mês, contra 50% na quarta-feira. A mudança ocorreu após novos dados de inflação e atividade econômica reforçarem a percepção de que o banco central não estaria sob pressão para apertar novamente a política monetária.

No petróleo, os estoques comerciais de petróleo bruto nos EUA registraram o maior aumento semanal desde janeiro de 2023, enquanto a Opep reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial para 2026. A combinação ajudou a pressionar as cotações, mesmo com as incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte global de energia.

As bolsas também encontraram suporte na força das empresas ligadas à inteligência artificial. Uma sequência de resultados positivos de companhias de infraestrutura de IA impulsionou o setor de tecnologia em Wall Street e na Ásia. O índice de semicondutores dos EUA subiu cerca de 2,5%, enquanto o Nasdaq avançou mais que os demais índices.

O movimento também apareceu nos mercados internacionais. O STOXX 600 europeu subiu 0,26%, enquanto o índice da MSCI para ações globais avançou 0,20%. Na Ásia, o índice MSCI da região Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, ganhou 1,08%, com destaque para a bolsa sul-coreana, que subiu 3,78%. O Nikkei avançou 1,67%, impulsionado pelas empresas de semicondutores.

Apesar do bom desempenho das bolsas, o conflito entre Washington e Teerã continua sendo um dos principais riscos para os mercados. Os dois governos trocaram acusações sobre as condições para a reabertura do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos afirmam que o Irã não cumpriu suas obrigações, enquanto Teerã acusa Washington de não ter encerrado o bloqueio aos portos iranianos.

No mercado de câmbio, o dólar perdeu força frente ao euro, que avançou 0,12%, para US$ 1,1537, beneficiado pela queda do petróleo. Contra o iene, porém, o dólar recuou apenas 0,08%, para 159,33 ienes.

Os títulos do Tesouro americano também permaneceram no radar. O rendimento dos papéis de 30 anos caiu para 5,24%, mas continua próximo do maior nível em quase duas décadas. O mercado acompanha ainda o impacto do déficit fiscal dos EUA, que chegou a US$ 432 bilhões em julho, aumentando a preocupação com a oferta de títulos e os custos de financiamento do governo.

Agora, a atenção se volta para os dados de preços ao produtor dos EUA, que podem ajudar a confirmar se as pressões inflacionárias continuam diminuindo. Para os investidores, o cenário combina três forças principais: uma economia americana perdendo força, expectativas de juros mais estáveis e a persistência dos riscos geopolíticos no Oriente Médio. 

 

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Quinta, 13 Agosto 2026

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