Déficit comercial dos EUA recua em junho, mas segue pressionando o crescimento da economia
Queda nas importações reduz saldo negativo da balança comercial, porém resultado fica acima das expectativas e reforça a tendência de impacto do comércio sobre o PIB americano
O déficit comercial de bens dos Estados Unidos recuou 4,2% em junho, totalizando US$ 101,5 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio. Apesar da melhora, o resultado ficou acima da expectativa do mercado, que projetava um déficit de US$ 100 bilhões.
A redução foi impulsionada pela queda das importações, que diminuíram US$ 8,2 bilhões, para US$ 306,2 bilhões. Ainda assim, o volume permaneceu elevado, refletindo a forte demanda por equipamentos ligados à inteligência artificial, setor que depende significativamente de componentes importados.
As exportações de bens também recuaram no período, caindo US$ 3,8 bilhões, para US$ 204,7 bilhões, o que limitou a melhora da balança comercial.
Os números reforçam a expectativa de que o comércio exterior continue exercendo pressão sobre o crescimento da economia americana no segundo trimestre, após já ter reduzido o PIB nos dois trimestres anteriores.
O governo dos EUA divulgará na quinta-feira sua estimativa preliminar para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. Economistas consultados pela Reuters projetam expansão anualizada de 2,1%, ritmo semelhante ao observado no primeiro trimestre.
Apesar do impacto negativo do comércio, analistas avaliam que os investimentos corporativos em equipamentos, especialmente relacionados à infraestrutura de inteligência artificial, devem continuar sendo um dos principais motores da atividade econômica americana.
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