Tecnologia leva S&P 500 a novo recorde com petróleo e inflação em queda

TecnologiaTECH

Tecnologia leva S&P 500 a novo recorde com petróleo e inflação em queda

Ações de semicondutores impulsionam Wall Street, enquanto o petróleo recua e dados mais fracos de inflação reforçam as apostas de que o Fed manterá os juros estáveis 

Foto: GettyImages

O S&P 500 atingiu uma nova máxima histórica nesta quinta-feira (13), impulsionado principalmente pelas ações de semicondutores e outras gigantes de tecnologia. A queda nos preços do petróleo e dados mais fracos de inflação ao produtor também ajudaram a aumentar o apetite dos investidores por ativos de risco.

Entre os destaques do pregão, a Sandisk disparou 15% e a Micron avançou 5,6%, levando o índice de semicondutores PHLX a uma alta de 1,8%, seu maior nível em quase um mês. O movimento reforçou a força da tese de investimento em infraestrutura para inteligência artificial.

As grandes empresas de tecnologia também sustentaram o avanço do Nasdaq. O índice de tecnologia da informação do S&P 500 subiu 0,9%, com ganhos de Microsoft, Nvidia e Apple. Para investidores, a expectativa é que os benefícios do ciclo de IA comecem a se espalhar para além das fabricantes de chips e dos operadores de data centers.

Às 12h04, o S&P 500 subia 0,43%, para 7.781,59 pontos, enquanto o Nasdaq avançava 0,58%, aos 26.741,66 pontos. O Dow Jones, pressionado principalmente pela queda da Cisco, recuava 0,18%, para 53.674,13 pontos.

A Cisco caiu 9%, mesmo após projetar uma receita para o ano fiscal de 2027 acima das expectativas de Wall Street. A queda da fabricante de equipamentos de rede acabou pesando sobre o Dow.

No mercado de energia, o petróleo Brent recuou 3%, interrompendo uma sequência de seis sessões de alta. Os investidores passaram a dar mais peso aos sinais de uma demanda global mais fraca e ao aumento dos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos.

O cenário geopolítico continua sendo acompanhado de perto. Irã e Estados Unidos permanecem em desacordo sobre um acordo para encerrar a guerra, enquanto o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue severamente restrito. Mesmo assim, a queda do petróleo reduziu parte da pressão sobre as perspectivas de inflação.

Os dados de preços ao produtor dos EUA também ajudaram o mercado. O PPI ficou estável em julho, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram moderadamente na semana passada, apontando para um mercado de trabalho ainda relativamente estável.

Os números vieram um dia depois de o índice de preços ao consumidor mostrar uma inflação mais comportada em julho. Com os dois indicadores apontando para menor pressão sobre os preços, os investidores elevaram para 65% a probabilidade de o Fed manter os juros inalterados em setembro, ante 60% antes da divulgação dos dados mais recentes.

O ambiente favorável aos ativos de risco também aparece nos balanços corporativos. A Netflix subiu 3,3% após Bill Ackman revelar uma nova participação na companhia, enquanto as ações da Tapestry despencaram 14% após a empresa projetar um crescimento mais lento da receita anual.

No setor de computadores, Dell e HP avançaram 2,7% e 4%, respectivamente, acompanhando a reação positiva aos resultados da Lenovo, que registrou crescimento de 43% na receita do primeiro trimestre.

Com o S&P 500 novamente em território recorde, o mercado continua apoiado por uma combinação favorável de lucros corporativos fortes, entusiasmo com a inteligência artificial e expectativas de juros mais estáveis. O principal contraponto permanece no cenário geopolítico, especialmente enquanto o conflito entre EUA e Irã mantém o Estreito de Ormuz sob forte restrição. 

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Quinta, 13 Agosto 2026

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://moneynownews.com.br/

Cron Job Iniciado