Wall Street perde força enquanto petróleo volta a subir e Oriente Médio preocupa investidores

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Wall Street perde força enquanto petróleo volta a subir e Oriente Médio preocupa investidores

Alta do petróleo e temor de inflação pressionam bolsas americanas, enquanto mercado avalia Nvidia

Foto: GettyImages

Wall Street operou em queda nesta quinta-feira, pressionada pela nova alta do petróleo e pelo aumento das preocupações com o Oriente Médio. O movimento veio após informações indicarem que o Irã endureceu sua posição nas negociações com os Estados Unidos, reacendendo os temores sobre o futuro do Estreito de Ormuz, rota essencial para o abastecimento global de energia.

Os contratos do Brent subiram cerca de 2,2%, alcançando US$ 107,32 por barril. O petróleo havia iniciado o dia em baixa, impulsionado por expectativas de avanço diplomático, mas mudou de direção após notícias de que o líder supremo iraniano teria rejeitado uma exigência central de Washington relacionada ao urânio enriquecido.

Com isso, cresceram novamente os receios de interrupções prolongadas no fluxo global de petróleo e de um novo avanço da inflação. O rendimento do título americano de 10 anos voltou a subir e chegou a 4,609%, reforçando a pressão sobre o mercado acionário.

Por volta das 10h58 (horário de Brasília), o Dow Jones recuava 0,1%, o S&P 500 caía 0,3% e o Nasdaq perdia 0,5%. Sete dos onze principais setores do S&P operavam no vermelho, com destaque negativo para o segmento de bens de consumo essenciais.

O mercado também acompanhou uma nova rodada de balanços corporativos. As ações do Walmart despencaram 7,5% após a companhia manter suas metas anuais e projetar um lucro trimestral abaixo das expectativas, refletindo um cenário econômico mais desafiador e maior pressão sobre o consumo.

A Nvidia, peça central da corrida global por inteligência artificial, registrou leve queda de 0,6%. Apesar da previsão otimista de receita e do anúncio de um programa de recompra de ações de US$ 80 bilhões, o resultado não foi suficiente para empolgar investidores, que já começam a discutir um ambiente de concorrência mais intensa no setor de chips.

No campo econômico, os dados mostraram que o mercado de trabalho americano segue resistente, com queda nos pedidos de auxílio-desemprego. Já a atividade industrial dos EUA atingiu o maior nível em quatro anos, impulsionada por empresas que aceleraram estoques para se proteger de possíveis problemas de oferta e da escalada dos custos energéticos.

Entre os destaques corporativos, empresas ligadas à computação quântica avançaram após o governo americano anunciar apoio ao setor. IBM subiu 5,6%, enquanto companhias como D-Wave Quantum, Rigetti Computing e Infleqtion registraram fortes ganhos.

Na direção oposta, a Intuit caiu mais de 20% após reduzir sua projeção de receita e anunciar cortes de funcionários, aumentando a cautela do mercado em relação ao setor de tecnologia e software.

 

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Quinta, 21 Mai 2026

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