Wall Street cai com tensão entre EUA e Irã e pressão sobre ações de semicondutores

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Wall Street cai com tensão entre EUA e Irã e pressão sobre ações de semicondutores

Escalada no Oriente Médio impulsiona o petróleo, amplia aversão ao risco e derruba fabricantes de chips antes de uma semana decisiva para inflação e balanços nos EUA

Foto: GettyImages

As bolsas de Wall Street iniciaram a semana em queda, pressionadas pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e por uma nova rodada de vendas nas ações de semicondutores, que lideraram as perdas entre as empresas de tecnologia.

O movimento ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o restabelecimento do bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico, ao mesmo tempo em que afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto. A decisão ocorreu depois de novos ataques com mísseis e drones entre os dois países durante o fim de semana, elevando novamente o risco geopolítico na principal rota de transporte de petróleo do mundo.

Com o aumento das preocupações sobre a oferta global de energia, os contratos futuros do petróleo avançaram cerca de 5%, reacendendo os temores de inflação e reduzindo o apetite dos investidores por ativos de risco.

O Nasdaq registrou a maior queda entre os principais índices americanos, refletindo a forte pressão sobre o setor de tecnologia. As fabricantes de chips de memória, que lideraram os ganhos ao longo de 2026 impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial, passaram por uma intensa realização de lucros.

As ações da Micron Technology recuaram cerca de 6%, enquanto Western Digital perdeu aproximadamente 5%. Já a Sandisk registrou queda próxima de 10%, figurando entre os piores desempenhos do S&P 500 no pregão.

Segundo analistas, parte do movimento reflete a combinação entre avaliações elevadas após meses de forte valorização e o aumento da cautela dos investidores diante da piora do cenário geopolítico.

O índice Philadelphia Semiconductor (SOX) caiu cerca de 3,7%, acumulando desvalorização superior a 14% desde a máxima histórica registrada no fim de junho. A recém-listada SK Hynix também sofreu forte correção, devolvendo parte dos ganhos da estreia na Nasdaq e recuando cerca de 9%.

Enquanto isso, as ações da SpaceX também perderam força e atingiram o menor nível desde a abertura de capital, ampliando as preocupações em torno do segmento de tecnologia e inteligência artificial.

Além do cenário internacional, os investidores voltam suas atenções para uma das semanas mais importantes do trimestre. A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos poderá redefinir as expectativas para a política monetária do Federal Reserve, enquanto os grandes bancos americanos dão início à temporada de resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também acompanha o depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, ao Congresso, em busca de novos sinais sobre a trajetória dos juros. Atualmente, os investidores seguem precificando ao menos um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juros até o fim do ano.

Mesmo após a recente correção, o S&P 500 continua acumulando valorização superior a 10% em 2026 e permanece próximo das máximas históricas. No entanto, a combinação entre riscos geopolíticos, inflação e a temporada de balanços deve manter a volatilidade elevada nos próximos dias. 

 

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Segunda, 13 Julho 2026

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