S&P 500 e Nasdaq sobem após inflação mais baixa e balanços fortes dos bancos nos EUA

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S&P 500 e Nasdaq sobem após inflação mais baixa e balanços fortes dos bancos nos EUA

Inflação abaixo do esperado reduz temor de novos aumentos dos juros, enquanto resultados positivos de grandes bancos impulsionam as bolsas americanas 

Foto: GettyImages

As bolsas de Wall Street fecharam em direções diferentes nesta terça-feira (14). O S&P 500 e o Nasdaq avançaram, enquanto o Dow Jones terminou praticamente estável. O bom humor dos investidores foi impulsionado por dois fatores: uma inflação mais baixa do que o esperado nos Estados Unidos e os resultados positivos divulgados pelos maiores bancos do país.

O principal destaque do dia foi o índice de inflação ao consumidor (CPI), equivalente ao IPCA no Brasil. O indicador mostrou que os preços subiram menos do que o mercado previa em junho, principalmente por causa da redução nos custos de energia registrada antes da recente alta do petróleo.

O resultado aumentou a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, mantenha os juros inalterados na próxima reunião. Após a divulgação dos dados, o mercado passou a enxergar mais de 80% de chance de que as taxas permaneçam no nível atual em julho.

Mesmo assim, investidores continuam acreditando que o Fed poderá promover pelo menos uma alta de juros até o fim de 2026, dependendo da evolução da inflação e do cenário econômico.

Outro fator que sustentou o mercado foi o início da temporada de divulgação dos balanços das empresas americanas.

Os grandes bancos abriram a temporada com resultados acima das expectativas. Goldman Sachs, JPMorgan e Bank of America divulgaram lucros maiores do que o esperado, beneficiados pelo aumento das operações de mercado e pelo crescimento das fusões e aquisições durante o segundo trimestre.

As ações do Goldman Sachs registraram uma das maiores altas do dia após o banco superar as projeções dos analistas. Já JPMorgan e Bank of America também avançaram depois de apresentarem resultados sólidos.

Na contramão, Citigroup e Wells Fargo fecharam em queda. Apesar de também terem divulgado lucros acima das expectativas, investidores demonstraram preocupação com o aumento das despesas dessas instituições.

O setor de tecnologia também ajudou a impulsionar os índices. As empresas de semicondutores recuperaram parte das perdas recentes, levando o Nasdaq a registrar o melhor desempenho entre os principais índices americanos.

O destaque negativo ficou por conta da IBM, que viu suas ações despencarem mais de 25% após divulgar uma previsão de faturamento abaixo das expectativas do mercado. A queda foi uma das maiores da história recente da empresa e pressionou outras companhias do setor de tecnologia.

Além dos indicadores econômicos e dos balanços, os investidores continuam acompanhando o conflito entre Estados Unidos e Irã. A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz voltou a elevar os preços do petróleo e mantém o mercado atento ao risco de uma nova pressão sobre a inflação global.

Com inflação mais controlada e os primeiros balanços corporativos surpreendendo positivamente, Wall Street iniciou a temporada de resultados em tom otimista. No entanto, as próximas decisões do Federal Reserve e o cenário geopolítico continuam sendo os principais fatores que poderão definir o rumo dos mercados nas próximas semanas. 

 

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Terça, 14 Julho 2026

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