Mercados globais ficam pressionados por queda das fabricantes de chips e alta do petróleo
Bolsas da Europa e da Ásia recuam após forte queda das ações de semicondutores, enquanto a alta do petróleo e as tensões no Oriente Médio mantêm investidores em alerta
As bolsas globais operaram sem direção única nesta quinta-feira (16). A forte queda das ações de empresas de tecnologia na Ásia foi parcialmente compensada pelo bom desempenho da fabricante holandesa de equipamentos para chips ASML, mas o avanço do petróleo manteve os investidores cautelosos.
Na Ásia, o índice KOSPI, da Coreia do Sul, caiu 6%, mesmo após a TSMC divulgar resultados acima das expectativas. O movimento reflete uma realização de lucros após a forte valorização das empresas ligadas à inteligência artificial neste ano.
Na Europa, o índice STOXX 600 recuou levemente, enquanto os futuros de Wall Street indicavam estabilidade após os ganhos da sessão anterior, impulsionados pelos dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos.
O petróleo Brent voltou a subir e já acumula alta de cerca de 11% na semana, negociado próximo de US$ 84,50 por barril. O movimento ocorre após novos ataques entre Estados Unidos e Irã, reacendendo preocupações com a oferta global de energia e seus impactos sobre a inflação.
Com a inflação americana mostrando sinais de desaceleração, o mercado reduziu para cerca de 10% a probabilidade de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve neste mês. Ainda assim, analistas alertam que a alta do petróleo pode voltar a pressionar os preços e mudar esse cenário nos próximos meses.
O dólar permaneceu estável frente às principais moedas, enquanto o iene segue próximo das mínimas históricas, mantendo o mercado atento à possibilidade de uma intervenção do governo japonês.
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