Dólar avança à espera da estreia de Warsh no Fed e mercado monitora próximos passos dos juros

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Dólar avança à espera da estreia de Warsh no Fed e mercado monitora próximos passos dos juros

Investidores evitam movimentos mais agressivos antes da primeira decisão de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh 

O dólar opera com leves ganhos nesta quarta-feira (17), enquanto investidores aguardavam a primeira decisão de política monetária do Federal Reserve sob o comando de Kevin Warsh. Embora a expectativa seja de manutenção dos juros, o mercado busca sinais sobre a direção que o banco central pretende seguir nos próximos meses.

O euro recua para US$ 1,1591, enquanto a libra esterlina também perde força diante da moeda americana. O movimento foi parcialmente impulsionado pela busca por ativos considerados mais seguros após declarações do presidente Donald Trump indicando que o acordo preliminar com o Irã ainda não está definitivamente concluído.

Apesar das tensões geopolíticas, o foco dos mercados permanece na reunião do Fed. A estreia de Warsh à frente da autoridade monetária americana desperta atenção não apenas pela decisão sobre os juros, mas principalmente pela comunicação que acompanhará o anúncio.

"Há muita incerteza sobre o que Warsh poderá sinalizar ao mercado", afirmou Jane Foley, estrategista cambial do Rabobank. Segundo ela, investidores querem entender se o novo presidente do Fed pretende alterar a forma como o banco central comunica suas projeções ou sinalizar mudanças na trajetória da política monetária.

O chamado gráfico de pontos, ferramenta que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para os juros, será acompanhado de perto. Atualmente, os mercados atribuem elevada probabilidade a um aumento das taxas ainda este ano, embora a recente queda do petróleo tenha reduzido parte da pressão inflacionária observada nas últimas semanas.

A mudança no cenário energético também alterou as expectativas para o Fed. Antes do acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, analistas acreditavam que o banco central adotaria um discurso mais duro para conter os impactos da alta dos combustíveis sobre a inflação. Com o petróleo novamente abaixo dos US$ 80 por barril, essa percepção passou a ser reavaliada.

No exterior, outros bancos centrais também seguem no radar dos investidores. O Banco da Inglaterra divulga sua decisão nesta quinta-feira (18), enquanto o Banco do Japão elevou os juros para o maior nível em mais de três décadas nesta semana, em mais um passo no processo de normalização monetária do país.

O iene permaneceu próximo de 160 por dólar, nível que continua alimentando especulações sobre uma eventual intervenção das autoridades japonesas para sustentar a moeda. Já na Suécia, a coroa perdeu valor após o banco central manter os juros inalterados. A instituição reconheceu que as tensões no Oriente Médio continuam representando um risco para a inflação, mas destacou que a atividade econômica segue moderada.

Com o mercado dividido entre o cenário geopolítico e a política monetária, a comunicação de Kevin Warsh tende a ser o principal catalisador para os ativos globais no curto prazo. 

 

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Quarta, 17 Junho 2026

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