Dados de emprego dos EUA podem movimentar Wall Street e definir rumo das ações em 2026
Relatório de empregos de janeiro, inflação e início da temporada de balanços podem tirar o mercado americano da calmaria pós-festas e influenciar as decisões do Federal Reserve
Após um período de baixo volume de negociações no fim de 2025, o mercado de ações dos Estados Unidos pode ganhar mais volatilidade já na primeira semana completa de 2026. O foco dos investidores está nos dados mensais de emprego, que serão divulgados na sexta-feira, 9 de janeiro (BRT).
Mesmo com a queda na última sessão do ano, o S&P 500 fechou 2025 com alta de cerca de 16%, registrando o terceiro ano consecutivo de ganhos expressivos. O VIX permanece próximo das mínimas, indicando um mercado ainda em busca de direção.
Analistas destacam que o S&P 500 está próximo das máximas históricas, mas ainda dentro de uma faixa de preços observada desde outubro, o que aumenta a expectativa por um movimento mais claro nas próximas sessões.
Os dados de emprego são considerados decisivos para as próximas decisões do Federal Reserve (Fed). Em 2025, sinais de desaceleração no mercado de trabalho levaram o Fed a cortar os juros nas três últimas reuniões do ano. Atualmente, a taxa básica está entre 3,5% e 3,75%. O mercado vê baixa probabilidade de corte em janeiro, mas quase 50% de chance de redução em março.
A expectativa é de criação de 55 mil vagas em dezembro, abaixo das 64 mil registradas em novembro. A taxa de desemprego está em 4,6%, o maior nível em mais de quatro anos. Um resultado muito fraco pode aumentar os temores de desaceleração econômica.
Além do emprego, os investidores acompanham outros indicadores e o índice de preços ao consumidor (CPI), que será divulgado em 13 de janeiro (BRT). Na mesma semana, começa a temporada de balanços do quarto trimestre, com destaque para o JPMorgan, também em 13 de janeiro (BRT).
Com o mercado negociando em níveis elevados, a expectativa é de forte crescimento dos lucros, com projeção de alta de 13% em 2025 e de 15,5% em 2026 para as empresas do S&P 500.
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