Bolsas globais recuam com tombo das ações de chips e alta do petróleo amplia cautela dos investidores
Mercados da Ásia, Europa e futuros de Wall Street operam em queda enquanto o setor de semicondutores perde força e os conflitos no Oriente Médio mantêm o petróleo em alta
As bolsas globais iniciaram a sexta-feira (17) em baixa, pressionadas por uma nova onda de vendas nas ações de empresas de semicondutores. O movimento atingiu principalmente os mercados asiáticos e se espalhou para a Europa e os futuros de Wall Street, aumentando a cautela dos investidores.
O setor de tecnologia, que liderou a valorização das bolsas nos últimos meses graças ao entusiasmo com a inteligência artificial, agora passa por uma forte realização de lucros. Mesmo com resultados acima do esperado de gigantes como a TSMC e a ASML, investidores reduziram exposição ao segmento, preocupados com as altas avaliações das empresas.
Na Ásia, Taiwan registrou uma das maiores quedas do dia, enquanto o índice Nikkei, do Japão, recuou cerca de 4%. Em Hong Kong, as ações de tecnologia também sofreram perdas expressivas. Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu, acompanhando o sentimento negativo dos mercados globais.
Além da pressão sobre as empresas de tecnologia, o cenário geopolítico continua pesando. A retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou novamente os preços do petróleo. O Brent voltou a negociar acima de US$ 86 por barril e acumula alta superior a 11% na semana, refletindo o temor de interrupções no fornecimento de energia.
O avanço do petróleo reacende preocupações com a inflação global e reduz o apetite por ativos de maior risco, mesmo após os recentes indicadores de inflação dos Estados Unidos mostrarem desaceleração.
Nos Estados Unidos, os futuros apontavam queda de aproximadamente 1,7% para o Nasdaq e 0,8% para o S&P 500, indicando que a fraqueza do setor de semicondutores deve continuar influenciando Wall Street.
No mercado de câmbio, o dólar operava praticamente estável. Apesar da redução das apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve após os dados de inflação divulgados nesta semana, a moeda americana segue sustentada pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros em meio ao aumento das tensões geopolíticas.
Agora, os mercados acompanham dois fatores principais: a continuidade da correção nas ações ligadas à inteligência artificial e a evolução do conflito no Oriente Médio, que pode manter a pressão sobre os preços do petróleo e aumentar a volatilidade nas bolsas globais.
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