Bolsas globais iniciam o trimestre em leve queda enquanto mercado aguarda discurso de Kevin Warsh

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Bolsas globais iniciam o trimestre em leve queda enquanto mercado aguarda discurso de Kevin Warsh

 Investidores monitoram sinais sobre os juros nos Estados Unidos, inflação na Europa e negociações entre EUA e Irã

Foto: GettyImages

As bolsas globais iniciaram o terceiro trimestre em leve baixa nesta quarta-feira (1º), após um segundo trimestre marcado por fortes ganhos. O movimento reflete a cautela dos investidores antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante o fórum anual do Banco Central Europeu, além da expectativa pelos próximos dados econômicos dos Estados Unidos.

Na Europa, o índice STOXX 600 recuava 0,3%, enquanto os futuros de Wall Street também operavam em baixa moderada. Mesmo com a correção, o mercado vem de um trimestre bastante positivo, impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia e semicondutores.

A inflação da Zona do Euro desacelerou para 2,8% em junho, abaixo da expectativa de 3,0%, reduzindo a pressão por novos aumentos de juros pelo Banco Central Europeu (BCE). O resultado reforçou a percepção de que o ciclo de aperto monetário europeu pode estar próximo do fim.

Nos Estados Unidos, o foco permanece sobre a política monetária. Investidores aguardam o pronunciamento de Warsh em busca de novas indicações sobre os próximos passos do Fed. Atualmente, o mercado ainda precifica a possibilidade de pelo menos uma alta de juros até o fim do ano.

No mercado cambial, o dólar seguiu fortalecido e levou o iene para uma nova mínima em aproximadamente 40 anos, aumentando as expectativas de uma possível intervenção do governo japonês para conter a desvalorização da moeda.

Já o petróleo permaneceu próximo dos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio. O barril do Brent voltou a recuar, refletindo a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

Apesar da pausa observada neste início de trimestre, o sentimento dos investidores continua sustentado pela expectativa de uma temporada de resultados corporativos forte, especialmente entre as empresas ligadas à inteligência artificial. Segundo estimativas do Goldman Sachs, o lucro por ação das empresas americanas deve crescer 22% no segundo trimestre, com o setor de infraestrutura para IA sendo o principal responsável por esse avanço. 

 

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Quarta, 01 Julho 2026

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