Mercados ganham fôlego com avanço nas negociações entre EUA e Irã, mas juros seguem no radar

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Mercados ganham fôlego com avanço nas negociações entre EUA e Irã, mas juros seguem no radar

Queda do petróleo reduz a pressão sobre a economia global enquanto investidores continuam atentos aos próximos passos do Federal Reserve

Foto: GettyImages

O início da semana trouxe um clima mais positivo para os mercados globais. O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir parte das preocupações com o conflito no Oriente Médio, provocando uma nova queda nos preços do petróleo e melhorando o sentimento dos investidores.

O principal movimento ocorreu no mercado de energia. O barril do petróleo Brent recuou 1,8%, para cerca de US$ 79, após autoridades do Catar, do Paquistão e dos Estados Unidos indicarem progresso nas conversas para um acordo definitivo entre Washington e Teerã. A percepção de menor risco para o abastecimento global reduziu a pressão sobre os preços da energia e trouxe alívio para os mercados.

Na Europa, o índice STOXX 600 fechou próximo da estabilidade, com leve alta de 0,15%. Nos Estados Unidos, os futuros das bolsas também operaram sem direção definida, refletindo um mercado que ainda busca equilíbrio entre o otimismo geopolítico e as preocupações com os juros.

Na Ásia, o desempenho foi mais positivo. O Nikkei, no Japão, avançou 1,6%, enquanto a bolsa da Coreia do Sul ganhou 0,7%, impulsionada principalmente pelas empresas ligadas ao setor de semicondutores.

Apesar da melhora no humor dos investidores, a política monetária continua sendo o principal fator de atenção dos mercados globais. Após a postura mais dura adotada pelo Federal Reserve na última reunião, aumentaram as apostas de que os Estados Unidos possam elevar os juros ainda este ano. Os rendimentos dos títulos americanos de curto prazo voltaram a subir, refletindo essa expectativa.

No Reino Unido, a renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer também movimentou os mercados. A libra esterlina e os títulos públicos britânicos registraram ganhos, embora investidores ainda demonstrem preocupação com a situação fiscal que será herdada pelo próximo governo.

No câmbio, o dólar permaneceu fortalecido. A moeda americana voltou a avançar frente ao iene japonês, aproximando-se novamente de níveis que aumentam as especulações sobre uma possível intervenção das autoridades do Japão para conter a desvalorização da moeda local.

Com o petróleo em queda e as tensões geopolíticas menos intensas, o foco dos investidores volta gradualmente para a trajetória dos juros globais, especialmente para os sinais que virão do Federal Reserve nos próximos meses. 

 

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Segunda, 22 Junho 2026

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