Por Maria Eduarda Cabral em Quarta, 11 Março 2026
Categoria: Economia

Preços ao consumidor sobe 0,3% em fevereiro e mantém pressão ligada aos preços de energia

Alta dos combustíveis e tensões no Oriente Médio reforçam expectativa de inflação mais elevada nos próximos meses 

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos avançaram em fevereiro, em linha com as expectativas do mercado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Bureau of Labor Statistics. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,3% no mês, após registrar alta de 0,2% em janeiro.

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a inflação ao consumidor avançou 2,4%, mantendo o mesmo ritmo observado no mês anterior. O resultado reflete, em parte, a retirada de índices mais elevados registrados no ano passado da base de comparação.

Parte da pressão recente sobre os preços está ligada ao mercado de energia. O aumento do custo da gasolina, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio, tem elevado os gastos dos consumidores. Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no fim de fevereiro, o preço médio do combustível nos EUA subiu mais de 18%, chegando a cerca de US$ 3,54 por galão, segundo dados da AAA.

O avanço da inflação ocorre em um momento em que o petróleo chegou a ultrapassar os US$ 100 por barril, antes de recuar após declarações do presidente Donald Trump indicando que o conflito poderia terminar em breve.

Ao excluir os componentes mais voláteis, como alimentos e energia, o chamado núcleo do CPI registrou alta de 0,2% em fevereiro, após avanço de 0,3% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a inflação subjacente ficou em 2,5%, repetindo o resultado do mês anterior.

Os números são acompanhados de perto pelo Federal Reserve, que utiliza principalmente o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) como referência para sua meta de inflação de 2%. Analistas esperam que o banco central mantenha as taxas de juros inalteradas na próxima reunião, enquanto avalia os efeitos da inflação e das tensões geopolíticas sobre a economia.

Economistas também alertam que tarifas comerciais implementadas pelo governo americano podem começar a ser repassadas com mais intensidade aos consumidores, o que pode adicionar pressão adicional sobre os preços nos próximos meses. 

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