Iene se estabiliza após intervenção histórica, enquanto dólar perde força com otimismo sobre acordo com o Irã
Moeda japonesa mantém parte dos ganhos após ação conjunta entre Japão e EUA, enquanto queda do petróleo reduz demanda pelo dólar como ativo de proteção
O iene japonês operou estável nesta quarta-feira (5), após registrar sua maior volatilidade em meses na esteira da intervenção coordenada entre Japão e Estados Unidos para fortalecer a moeda. Ao mesmo tempo, o dólar permaneceu próximo das mínimas de seis semanas, pressionado pelo avanço das negociações envolvendo o Irã e pela queda dos preços do petróleo.
A moeda japonesa foi negociada em torno de 157,5 ienes por dólar, preservando boa parte da valorização obtida após a intervenção. Na semana passada, o dólar havia alcançado seu maior nível em cerca de 40 anos frente ao iene, antes da ação das autoridades monetárias.
Apesar da recuperação da moeda japonesa, analistas avaliam que uma valorização sustentável dependerá de fatores estruturais, como novos aumentos de juros pelo Banco do Japão, menor expectativa de aperto monetário pelo Federal Reserve e preços mais baixos do petróleo.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçou o apoio americano aos esforços do Japão para estabilizar sua moeda, aumentando as expectativas de que o Banco do Japão possa elevar os juros na reunião de setembro.
Enquanto isso, o índice do dólar permaneceu próximo das mínimas de seis semanas. A moeda americana perdeu parte de sua demanda como ativo de proteção após declarações do presidente Donald Trump indicando avanços nas negociações com o Irã, reduzindo as preocupações com um agravamento do conflito no Oriente Médio.
A queda do petróleo também contribuiu para aliviar as expectativas de inflação nos Estados Unidos, levando o mercado a reduzir as apostas de um aumento dos juros pelo Federal Reserve na reunião de setembro.
Agora, os investidores concentram as atenções na divulgação do Payroll, o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, considerado um dos principais indicadores para definir os próximos passos da política monetária americana.
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