Dólar continua subindo com crise na Venezuela e expectativa por dados do Brasil e dos EUA

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Dólar continua subindo com crise na Venezuela e expectativa por dados do Brasil e dos EUA

Moeda americana avança no início do pregão com tensões geopolíticas, alta do petróleo e atenção a indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos 

Foto: GettyImages

O dólar começou esta terça-feira (6) em alta no mercado brasileiro, acompanhando o aumento das tensões políticas na Venezuela e a expectativa por indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. Por volta das 9h01, a moeda americana subia 0,13%, cotada a R$ 5,4122. O Ibovespa abre às 10h.

Na sessão anterior, o dólar recuou 0,34%, encerrando a R$ 5,4054, enquanto a bolsa avançou 0,83%, aos 161.870 pontos.

No cenário internacional, os mercados seguem reagindo aos desdobramentos após a prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que trouxe volatilidade aos preços do petróleo, que avançam de forma moderada. Investidores avaliam que a Venezuela ainda deve levar tempo para aumentar sua produção, mesmo com a sinalização do governo americano de apoiar empresas de energia no país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não deve realizar eleições nos próximos 30 dias e voltou a dizer que pretende recuperar o controle da indústria petrolífera venezuelana, elevando a incerteza no mercado global de energia.

No Brasil, a atenção do mercado se volta para a divulgação dos dados da balança comercial de dezembro, que serão apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O vice-presidente Geraldo Alckmin deve comentar os números ao longo do dia.

Nos Estados Unidos, investidores aguardam a divulgação do PMI de dezembro e o discurso de Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, que pode trazer sinais sobre a economia e os juros em 2026.

O petróleo, assim como o ouro e a prata, fechou em alta na véspera, refletindo a cautela com a oferta global. Títulos da dívida venezuelana também subiram, com apostas em uma possível reestruturação econômica do país.

Em Wall Street, as bolsas abriram em alta, puxadas por ações de tecnologia e empresas do setor petrolífero. Na Europa e na Ásia, os mercados fecharam em forte alta, impulsionados principalmente por ações do setor de defesa, em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o mercado projeta queda gradual dos juros, inflação dentro da meta e crescimento econômico mais moderado nos próximos anos. Para o câmbio, a expectativa é que o dólar encerre 2026 em torno de R$ 5,50, após forte recuo em 2025. 

 

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Quarta, 07 Janeiro 2026

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