Dólar recua antes do payroll enquanto ações de chips perdem força
Mercados aguardam relatório de empregos dos EUA, petróleo renova mínimas de quatro meses e setor de semicondutores passa por realização de lucros após trimestre histórico
O dólar iniciou a quinta-feira (2) em queda diante das principais moedas, enquanto investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos dos Estados Unidos, considerado o principal indicador da semana para definir as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve. O mercado segue precificando pelo menos um aumento dos juros até outubro, com possibilidade de uma segunda alta ainda em 2026.
As projeções apontam para a criação de cerca de 110 mil vagas em junho, mantendo a taxa de desemprego em 4,3%. Um resultado acima do esperado tende a fortalecer o dólar e os rendimentos dos títulos americanos, enquanto números mais fracos podem reduzir as apostas em novas altas de juros.
No mercado cambial, o iene japonês ganhou força, levando o dólar a recuar para a região de 161 ienes, alimentando especulações sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas para conter a desvalorização da moeda. O euro também avançou frente ao dólar, acompanhado pela libra esterlina.
Enquanto isso, o setor de tecnologia enfrentou um dia de realização de lucros. As fabricantes de semicondutores da Coreia do Sul registraram fortes perdas após a queda das empresas americanas do setor na sessão anterior. A SK Hynix caiu 7,8%, a Samsung perdeu 9% e outras empresas ligadas ao segmento acompanharam o movimento, refletindo um ajuste após um segundo trimestre marcado por fortes ganhos impulsionados pela inteligência artificial.
Na Europa, as bolsas conseguiram sustentar uma leve alta, favorecidas pela continuidade da queda do petróleo. O Brent recuou para aproximadamente US$ 70,70 por barril, atingindo o menor nível em quatro meses, diante do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e da normalização do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
O ouro, por sua vez, avançou cerca de 0,8%, recuperando parte das perdas acumuladas no trimestre, enquanto investidores ajustam posições antes da divulgação dos dados de emprego americanos. O comportamento do payroll poderá definir o rumo dos mercados nas próximas semanas, especialmente em relação às expectativas para a política monetária dos Estados Unidos.
Comentários: