Dólar avança e chega a R$ 5,17 com eleição e Fed no radar

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Dólar avança e chega a R$ 5,17 com eleição e Fed no radar

Moeda americana sobe diante da valorização global do dólar, alta dos Treasuries e nova pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a eleição presidencial 

Foto: GettyImages

O dólar avançou nesta quarta-feira (23) e chegou a se aproximar de R$ 5,17, enquanto investidores acompanhavam a valorização da moeda americana no exterior, a alta dos rendimentos dos Treasuries e os novos números da pesquisa Atlas/Bloomberg sobre a corrida presidencial brasileira. Às 9h35, o dólar à vista subia 0,73%, a R$ 5,1404, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra outras seis divisas, renovava a máxima em 100,961 pontos.

No mercado doméstico, a pesquisa eleitoral divulgada pela Atlas/Bloomberg também entrou no radar dos investidores. O levantamento mostrou Lula com 47,7% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 47,4%. Apesar da vantagem numérica de 0,3 ponto percentual, o cenário permanece dentro da margem de erro e, portanto, configura empate técnico.

A nova rodada representa uma mudança em relação à pesquisa anterior, divulgada em 17 de setembro, quando Flávio Bolsonaro tinha 47,2% e Lula, 46,8%. O levantamento atual foi realizado entre 11 e 16 de setembro, com 5.018 entrevistados, margem de erro de um ponto percentual e intervalo de confiança de 95%.

Além do cenário eleitoral, o movimento do dólar reflete a força da moeda americana nos mercados internacionais. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançam diante das expectativas em torno da política monetária do Federal Reserve, aumentando a atratividade relativa dos ativos denominados em dólar e pressionando moedas de mercados emergentes, como o real.

O petróleo também permanece no radar. O Brent, referência internacional, voltou a operar próximo dos US$ 100 por barril, movimento que aumenta a cautela dos investidores por seus possíveis efeitos sobre a inflação global. A commodity vinha sendo pressionada pela expectativa de uma possível redução das tensões no Oriente Médio e de negociações entre Estados Unidos e Irã, mas novos episódios de tensão mantêm a volatilidade elevada.

A alta do petróleo pode complicar a trajetória de desinflação ao elevar os custos de energia e transporte, o que também influencia as expectativas para os juros. Para o mercado brasileiro, esse cenário ganha importância porque o comportamento das taxas americanas e das commodities interfere diretamente no fluxo de capital para ativos domésticos.

No Brasil, os investidores também acompanham os próximos passos do Banco Central após a divulgação da ata do Copom. Na semana passada, o comitê reduziu a Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo. A ata manteve um tom cauteloso diante das incertezas externas, das pressões sobre commodities e das expectativas de inflação ainda acima da meta.

Na sessão anterior, o dólar fechou praticamente estável, em R$ 5,102, enquanto o Ibovespa avançou 0,44%, aos 187.422 pontos. Nesta quarta-feira, a combinação entre dólar forte no exterior, juros americanos mais elevados e o novo dado eleitoral aumenta a cautela no mercado doméstico.

O câmbio, portanto, segue reagindo a uma combinação de fatores externos e domésticos. De um lado, o mercado monitora a política monetária americana e os rendimentos dos Treasuries. De outro, as pesquisas eleitorais, o quadro fiscal e o comportamento do petróleo continuam entre os principais elementos acompanhados pelos investidores brasileiros. 

 

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Quarta, 23 Setembro 2026

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