Nasdaq e S&P 500 recuam com pressão sobre ações de tecnologia
Investidores acompanham a temporada de balanços das gigantes de tecnologia, a decisão do Federal Reserve e os desdobramentos no Oriente Médio
Os principais índices de Wall Street operaram sem direção única nesta segunda-feira (27), com os investidores adotando uma postura cautelosa diante da combinação entre a instabilidade no Oriente Médio, a temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia e a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira.
O Dow Jones avançava 0,38%, enquanto o S&P 500 recuava 0,03% e o Nasdaq Composite perdia 0,20%, pressionado principalmente pelo setor de tecnologia.
A semana é considerada decisiva para o mercado, já que Microsoft, Amazon, Meta e Apple divulgarão seus resultados trimestrais. Os investidores buscam sinais de que os elevados investimentos em inteligência artificial (IA) começam a gerar retorno financeiro, após as crescentes preocupações com o aumento dos gastos de capital das empresas do setor.
Apesar da fraqueza no índice de tecnologia, algumas gigantes apresentavam desempenho positivo durante a sessão. As ações da Microsoft subiam cerca de 2,3%, enquanto Apple e Meta avançavam aproximadamente 1% cada. A Amazon operava próxima da estabilidade.
O segmento de semicondutores, porém, seguia pressionado. O índice Philadelphia Semiconductor acumulava forte queda, refletindo perdas em empresas como Nvidia (-4,4%), Micron (-4,7%) e Sandisk (-1,4%), em meio às preocupações com o aumento da concorrência chinesa na indústria de chips.
A queda de aproximadamente 7,4% no preço do petróleo Brent trouxe alívio para empresas sensíveis aos custos de combustível. Companhias aéreas, como United Airlines e Delta Air Lines, registravam ganhos, assim como operadoras de cruzeiros, entre elas Royal Caribbean e Carnival.
Em contrapartida, empresas do setor de energia acompanharam o recuo da commodity. Occidental Petroleum caía cerca de 2%, enquanto Exxon Mobil recuava aproximadamente 1,2%.
Embora a recente redução das tensões entre Estados Unidos e Irã tenha contribuído para a queda do petróleo, o cenário permanece delicado. O cessar-fogo é considerado frágil, com restrições ainda presentes na navegação pelo Estreito de Ormuz e novos ataques de drones registrados na região.
A possibilidade de uma nova escalada do conflito continua sendo um dos principais fatores de risco monitorados pelos investidores. Além da temporada de resultados corporativos, o foco da semana também está voltado para a decisão do Fed.
A expectativa predominante é de manutenção da taxa de juros nesta reunião. No entanto, o mercado continua precificando pelo menos uma alta adicional de 0,25 ponto percentual até o fim do ano.
Na quinta-feira, a divulgação do índice de inflação PCE (Personal Consumption Expenditures), principal indicador acompanhado pelo banco central americano, deverá oferecer novos sinais sobre a trajetória da inflação nos Estados Unidos e poderá influenciar as expectativas para a política monetária nos próximos meses.
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