Mercados globais viram para alta após Trump adiar ação contra o Irã

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Mercados globais viram para alta após Trump adiar ação contra o Irã

Queda do petróleo e alívio geopolítico reduzem tensão nos mercados, impulsionando bolsas e derrubando juros globais

Foto: GettyImages

Os mercados globais mudaram rapidamente de direção e passaram a subir após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar o adiamento de possíveis ataques a instalações iranianas. A decisão trouxe alívio imediato aos investidores, reduzindo o medo de uma escalada mais intensa no conflito e de um choque ainda maior nos preços do petróleo.

A reação foi direta: o petróleo despencou, o dólar perdeu força, os rendimentos dos títulos caíram e as bolsas avançaram. O movimento reflete uma reprecificação do risco global, especialmente diante da possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo de energia no mundo.

O barril do Brent chegou a cair cerca de 15% intradiário, antes de reduzir as perdas e operar próximo dos US$ 103, ainda assim uma queda relevante após ter encostado em US$ 119 na sessão anterior. Esse recuo tirou pressão imediata sobre a inflação global e ajudou a sustentar o apetite por risco.

Apesar do alívio, o cenário ainda não é totalmente estável. Autoridades iranianas contestaram a versão americana e indicaram que não há negociações em andamento, além de reforçarem que o estreito não deve voltar às condições normais no curto prazo. Essa divergência limitou parte do otimismo ao longo do dia.

Nos mercados financeiros, os efeitos foram claros. Os futuros das bolsas americanas subiram cerca de 1,4%, sinalizando uma abertura positiva em Wall Street, enquanto as ações europeias avançaram aproximadamente 0,7%.

No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos recuaram de forma consistente, à medida que investidores reduziram apostas em novas altas de juros. No Reino Unido e na zona do euro, as expectativas de aperto monetário foram suavizadas, enquanto nos EUA os yields também cederam ao longo de toda a curva.

O dólar, que vinha forte como ativo de proteção, perdeu força frente a outras moedas, refletindo a diminuição momentânea da aversão ao risco.

No geral, o mercado saiu de um cenário de pânico para um movimento de alívio técnico. Ainda assim, a continuidade dessa recuperação depende diretamente da evolução do conflito. Se haverá de fato uma desescalada ou apenas uma pausa antes de novos episódios de tensão. 

 

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Segunda, 23 Março 2026

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