Mercado reduz apostas de alta de juros do Fed em outubro após inflação

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Mercado reduz apostas de alta de juros do Fed em outubro após inflação

Dados de inflação mais fracos e comentários de autoridade do Federal Reserve diminuem pressão por nova alta de juros 

Foto: GettyImages

As apostas de uma alta de juros pelo Federal Reserve em outubro perderam força nesta quarta-feira (30), após novos dados de inflação mostrarem uma alta menor do que a esperada e comentários de uma autoridade do banco central americano reduzirem a percepção de urgência para um novo aperto monetário.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, passou a indicar 49,4% de probabilidade de alta de 0,25 ponto percentual em outubro, contra 74,6% no dia anterior. Ao mesmo tempo, a chance de manutenção dos juros subiu de 25,4% para 50,6%.

A mudança ocorreu após a divulgação do índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Fed. O indicador subiu 3,4% em 12 meses até agosto, mesmo resultado registrado em julho após revisão e abaixo da expectativa de 3,7% dos economistas.

Apesar do resultado mais fraco, a inflação permanece acima da meta de 2% do Fed. Segundo a Reuters, 51% dos componentes do PCE registravam alta superior a 3% em termos anuais em agosto, o que ainda indica pressão relevante sobre os preços.

As declarações de John Williams, presidente do Fed de Nova York, também contribuíram para a mudança nas expectativas. Ele afirmou que não havia necessidade de pressa para elevar os juros novamente após a decisão de setembro e que o banco central poderia analisar os próximos dados antes de definir os passos seguintes.

Os mercados ainda aguardam novos indicadores antes da reunião do Fed, marcada para 27 e 28 de outubro. Entre os dados mais importantes estão números sobre o mercado de trabalho e a inflação ao consumidor de setembro, que podem alterar novamente as expectativas para a política monetária.

Mesmo com a redução das apostas para outubro, os contratos futuros ainda indicavam expectativa de uma nova alta dos juros até dezembro. O movimento mostra que o mercado passou a enxergar mais espaço para uma pausa na próxima reunião, mas continua considerando a possibilidade de aperto monetário ainda em 2026.

A mudança nas expectativas também repercute sobre outros mercados, já que a trajetória dos juros americanos influencia os rendimentos dos Treasuries, o dólar e a precificação de ativos de risco no mundo. No Brasil, os juros futuros acompanharam parte desse movimento na sessão anterior, após os rendimentos dos títulos americanos perderem força depois das declarações de Williams.

 

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Quarta, 30 Setembro 2026

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