Dólar oscila perto de R$ 5,20 com exterior e pesquisa eleitoral no radar
Moeda americana acompanha a força do dólar no exterior e as novas pesquisas sobre a eleição presidencial brasileira
O dólar voltou a operar próximo dos R$ 5,20 no mercado brasileiro, em uma sessão marcada pela influência do cenário externo e pela repercussão de uma nova pesquisa eleitoral. Na sexta-feira (25), a moeda americana à vista encerrou o pregão em queda de 0,19%, a R$ 5,1834, após oscilar ao longo da sessão.
O comportamento do câmbio ocorre depois de uma sequência de sessões de maior pressão sobre o real. Na quinta-feira (24), o dólar fechou próximo dos R$ 5,20, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior.
No cenário internacional, os investidores seguem atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos. O aumento dos rendimentos dos Treasuries vinha fortalecendo o dólar e pressionando moedas de países emergentes, em um momento em que o mercado avalia os próximos passos do Federal Reserve.
A dinâmica dos títulos americanos ganhou força ao longo da semana, depois de dados de atividade dos Estados Unidos reforçarem a percepção de que a economia continua resistente. Rendimentos mais elevados aumentam a atratividade relativa dos ativos denominados em dólar e podem reduzir o fluxo para mercados emergentes.
No Brasil, o cenário eleitoral acrescenta uma segunda fonte de volatilidade. As pesquisas passaram a ser acompanhadas de perto pelos investidores à medida que a disputa presidencial de 2026 se aproxima. A reação do câmbio, porém, depende não apenas dos números das pesquisas, mas também de como o mercado interpreta possíveis impactos sobre política fiscal, inflação e trajetória dos juros.
O ambiente doméstico também conta com a política monetária do Banco Central. A Selic está em 13,75% ao ano, após o corte realizado pelo Copom em setembro. Com os juros brasileiros ainda elevados, o diferencial em relação às taxas americanas permanece relevante para o mercado de câmbio.
Outro fator acompanhado pelos investidores é o fluxo de capital. Dados do Banco Central mostraram que o fluxo cambial brasileiro acumulava saldo negativo de US$ 7,078 bilhões em setembro até o dia 18, indicando saída líquida de recursos no período.
O petróleo também permanece no radar. A commodity influencia o real por meio dos termos de troca e das expectativas para a inflação, além de reagir às notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. Uma redução das tensões no Oriente Médio pode aliviar os preços da energia, enquanto novos riscos de interrupção da oferta tendem a aumentar a volatilidade.
Assim, o câmbio brasileiro continua reagindo a uma combinação de fatores externos e domésticos. Juros americanos, fluxo de capital, petróleo e cenário eleitoral devem permanecer entre os principais elementos observados pelos investidores nas próximas sessões, enquanto o dólar oscila em torno do nível de R$ 5,20.
Comentários: