Mercados globais recuam após Donald Trump declarar o fim do acordo provisório com o Irã, impulsionando o petróleo e elevando a aversão ao risco
Os mercados globais operaram em forte queda nesta quarta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que o memorando de entendimento firmado com o Irã para encerrar o conflito no Golfo estava "encerrado". A fala reacendeu os temores de uma escalada geopolítica e provocou uma corrida por ativos considerados mais seguros.
O impacto mais imediato foi sentido no mercado de energia. O petróleo Brent disparou mais de 5%, alcançando cerca de US$ 78 por barril, refletindo o receio de interrupções na oferta global, especialmente diante das incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.
A alta da commodity pressionou os mercados acionários. As bolsas europeias registraram forte queda, enquanto os futuros de Wall Street também recuaram, acompanhando o aumento da volatilidade e das preocupações com uma nova pressão inflacionária.
O mercado também voltou a questionar as elevadas avaliações das empresas ligadas à inteligência artificial. As ações da Samsung Electronics caíram pelo segundo pregão consecutivo, mesmo após a companhia divulgar resultados recordes, alimentando dúvidas sobre o ritmo de crescimento da demanda por chips de memória.
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos atingiram o maior nível em um mês, refletindo a expectativa de que um petróleo mais caro possa dificultar o processo de queda da inflação.
Agora, os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, em busca de novos sinais sobre os próximos passos da política monetária americana em um cenário de inflação pressionada e maior instabilidade geopolítica.