O termômetro de US$ 61 trilhões que orienta o mercado global

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O termômetro de US$ 61 trilhões que orienta o mercado global

Com mais de US$ 61 trilhões em valor de mercado, o principal termômetro de Wall Street dita o ritmo de investidores de Tóquio a São Paulo

Foto: GettyImages

Todo dia, antes de qualquer pregão abrir na América Latina, na Europa ou na Ásia, uma pergunta se repete nas mesas de operação: como fechou o S&P 500? O índice que reúne 500 das maiores empresas dos Estados Unidos virou, na prática, o número mais observado do mercado financeiro mundial.

E não é exagero. As empresas que compõem o índice valiam, juntas, mais de US$ 61 trilhões no fim de 2025. Isso representa cerca de 80% de todo o mercado acionário americano. Só Nvidia, Alphabet, Apple e Microsoft, as quatro primeiras da fila, já concentram uma fatia enorme desse bolo. As dez maiores posições respondem por 38% do índice inteiro.

O S&P 500 nasceu em 4 de março de 1957, criado pela Standard & Poor's, e hoje é mantido pela S&P Dow Jones Indices. Mas o que o tornou tão relevante não foi só a idade. É o fato de que essas empresas vendem para o mundo inteiro. Dados da Goldman Sachs mostram que 28% do faturamento do índice vem de fora dos Estados Unidos. No setor de tecnologia, esse número salta para 59%. Ou seja, quando Wall Street balança, o tremor chega rápido a Frankfurt, Xangai e São Paulo.

Tem mais. Algo como US$ 7,8 trilhões estão aplicados em fundos que simplesmente replicam o S&P 500. Ele também faz parte do Leading Economic Index do Conference Board, usado para tentar prever os rumos da economia americana. Quando sobe, o mercado entende que há apetite por risco. Quando cai, o dinheiro corre para a segurança dos títulos do Tesouro e do ouro. E nada mexe tanto com esse ponteiro quanto o Federal Reserve. Cada decisão sobre juros muda o jogo para gestores no mundo inteiro.

A história do índice, aliás, é um resumo dos altos e baixos da economia global. Passou dos 100 pontos em 1968, chegou a 1.000 em 1998, despencou para 676 na crise de 2008 e, em janeiro de 2026, bateu 7.000 pontos pela primeira vez. Já enfrentou nove mercados de baixa com quedas médias de 35% e se recuperou de todos. Quem ficou investido ao longo do tempo colheu um retorno médio de cerca de 10% ao ano.

No fim das contas, o S&P 500 deixou de ser apenas um índice americano, virou o número que o mercado global checa antes de tomar qualquer decisão.

 

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Sexta, 13 Fevereiro 2026

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