Por Maria Eduarda Cabral em Quinta, 14 Mai 2026
Categoria: Política

Bolsas globais renovam máximas com avanço da IA e encontro entre Trump e Xi

Mercados seguem impulsionados pelas ações de tecnologia, enquanto investidores acompanham tensões no Oriente Médio e crise política no Reino Unido 

As bolsas globais voltaram a subir nesta quinta-feira e renovaram recordes históricos, sustentadas pelo forte entusiasmo em torno da inteligência artificial e pela expectativa de avanços nas negociações entre Estados Unidos e China durante o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping.

O índice europeu STOXX 600 avançou 0,5%, enquanto os futuros de Wall Street também operavam em alta. Já o índice global da MSCI ampliou sua recuperação para cerca de 15% desde as mínimas registradas durante a guerra com o Irã.

Grande parte da atenção dos investidores esteve voltada para Pequim. Xi Jinping afirmou que as negociações comerciais com os Estados Unidos seguem avançando, aumentando as apostas de que novos acordos envolvendo tarifas e tecnologia possam sustentar o rali global das bolsas.

O movimento continua sendo liderado pelas gigantes de tecnologia e semicondutores ligados à inteligência artificial.

As ações da Nvidia subiam quase 2% após a Reuters informar que os Estados Unidos aprovaram vendas do chip H200 para empresas chinesas. A fabricante se aproxima de um valor de mercado de US$ 6 trilhões.

Na Ásia, o índice japonês Nikkei renovou máximas históricas impulsionado pelo setor de tecnologia. Já a sul-coreana SK Hynix se aproximou do grupo de empresas avaliadas em mais de US$ 1 trilhão após uma valorização superior a 200% neste ano.

Mesmo com o otimismo nas bolsas, investidores seguem atentos ao cenário econômico e geopolítico.

Os preços do petróleo continuam elevados diante do impasse entre Irã e Estados Unidos. O barril do Brent era negociado acima de US$ 106, enquanto o WTI operava próximo de US$ 101. Desde o início do conflito no Oriente Médio, ambos acumulam alta próxima de 50%.

Ao mesmo tempo, os dados recentes de inflação nos EUA reforçaram apostas de que o Federal Reserve poderá manter os juros elevados por mais tempo. Parte do mercado já começa inclusive a considerar um possível aumento das taxas em 2027.

O dólar permaneceu fortalecido frente às principais moedas, enquanto os rendimentos dos títulos americanos continuaram próximos das máximas recentes.

Na Europa, a crise política britânica também ganhou destaque após novas pressões sobre o primeiro-ministro Keir Starmer. A libra esterlina voltou a cair e os custos dos títulos públicos britânicos atingiram os níveis mais altos desde a crise financeira de 2008.

Apesar disso, o entusiasmo com inteligência artificial continua predominando entre os investidores, mantendo as bolsas globais próximas de seus maiores níveis da história. 

Publicações Relacionadas

Deixe o seu comentário