A alta da commodity contrasta com bolsas sem direção única em meio a incerteza geopolítica
Os preços do petróleo subiram com força nesta segunda-feira, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio após relatos conflitantes entre Estados Unidos e Irã sobre movimentações militares no Estreito de Ormuz. O Brent avançou cerca de 2%, enquanto o WTI se manteve acima dos US$ 100 por barril, sustentado pelo risco de interrupções no fornecimento global.
Nos mercados acionários, o cenário foi misto. O S&P 500 recuou cerca de 0,5% e o Dow Jones operou levemente em queda, enquanto o Nasdaq conseguiu registrar uma leve alta. O movimento reflete um mercado dividido entre o impacto da geopolítica e a expectativa com balanços corporativos.
Segundo a mídia estatal iraniana, forças do país teriam impedido navios de guerra americanos de entrar na região, além de relatos de possíveis ataques a embarcações dos EUA. As informações não foram confirmadas, e autoridades americanas negaram qualquer dano, afirmando que navios da Marinha operaram normalmente para garantir a navegação.
Esse cenário reforçou a pressão sobre o petróleo e reacendeu temores inflacionários, mas também aumentou a preocupação com uma possível desaceleração econômica, criando um ambiente de maior volatilidade entre os ativos. Os rendimentos dos títulos voltaram a subir, enquanto investidores ajustam suas expectativas em relação aos juros.
No câmbio, o dólar ganhou leve força, enquanto o iene segue sob atenção, com especulações sobre possível intervenção das autoridades japonesas. Já o euro e a libra apresentaram variações mais contidas.
Entre as commodities, o ouro recuou mais de 1%, pressionado pela valorização do dólar e pela alta dos rendimentos.
O mercado segue sensível ao noticiário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio influenciando diretamente o comportamento da energia, da inflação e das decisões de política monetária global.