Por Maria Eduarda Cabral em Terça, 20 Janeiro 2026
Categoria: Mercados

Futuros de Wall Street caem forte após tarifas de Trump e tensão envolvendo a Groenlândia

Aversão ao risco derruba S&P 500 e Nasdaq após novas ameaças tarifárias dos EUA 

Os futuros das bolsas dos Estados Unidos operam em forte queda nesta terça-feira (20), refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados globais após novas declarações do presidente Donald Trump envolvendo tarifas comerciais e a Groenlândia. O movimento ocorre na volta dos investidores após o feriado de Martin Luther King Jr.

Por volta das 7h, os principais índices futuros recuavam de forma consistente. O Dow Jones caía 1,27%, o S&P 500 recuava 1,51% e o Nasdaq 100 perdia 1,88%, com S&P e Nasdaq atingindo os menores níveis em cerca de um mês.

A pressão aumentou após Trump anunciar tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre produtos de países europeus. Segundo o presidente, essas tarifas podem subir para 25% em junho caso não haja acordo para que os EUA adquiram a Groenlândia, que, segundo autoridades locais e o governo dinamarquês, não está à venda.

O cenário provocou um movimento global de busca por proteção. O ouro atingiu novas máximas históricas, bolsas globais operaram em queda e houve venda de títulos do Tesouro dos EUA. O índice VIX, conhecido como o termômetro do medo de Wall Street, chegou aos 20,6 pontos, maior nível em cerca de dois meses.

Entre as ações, a 3M recuava 4,6% no pré-mercado mesmo após divulgar lucro acima do esperado, enquanto a Netflix subia 0,7% antes da divulgação de seus resultados. A Metals Critical avançava 6,8%, impulsionada pelo interesse estratégico na região, e a RAPT Therapeutics disparava mais de 60% após anunciar sua venda para a GSK por US$ 2,2 bilhões.

Os investidores também acompanham uma semana carregada de dados, com destaque para PIB dos EUA, PMIs e o PCE, principal indicador de inflação do Federal Reserve. Além disso, o mercado segue atento à possível decisão de Trump sobre o próximo presidente do Fed, mantendo o clima de cautela nos mercados.

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