Leitura do CPI reduz temores de pressão inflacionária ligada ao Oriente Médio e melhora o humor dos investidores na pré-abertura dos mercados americanos
Os futuros de Wall Street operaram em leve alta na manhã desta sexta-feira, depois que os dados de inflação de março vieram em linha com as expectativas do mercado e trouxeram um alívio adicional sobre os riscos inflacionários provocados pelo conflito no Oriente Médio.
O principal ponto de atenção esteve no núcleo do índice, que exclui alimentos e energia e costuma ser acompanhado de perto pelo Federal Reserve. Em março, o núcleo subiu 2,6% na comparação anual, abaixo da projeção de 2,7%, sinalizando uma desaceleração marginal mais favorável do que o esperado. Na leitura mensal, a alta foi de 0,2%, também abaixo da estimativa de 0,3%.
Já o índice cheio, medido pelo CPI, avançou 3,3% em 12 meses, exatamente em linha com o consenso dos analistas. No dado mensal, a inflação subiu 0,9%, também dentro do esperado, em um resultado que ajudou a reduzir a percepção de que a recente alta do petróleo poderia contaminar de forma mais agressiva os preços ao consumidor nos Estados Unidos.
A leitura foi recebida de forma positiva pelos investidores porque reforça a ideia de que, apesar do choque geopolítico recente, a inflação subjacente ainda não mostra deterioração relevante. Isso tende a aliviar parte da pressão sobre os juros futuros e reduz o risco de uma nova rodada de reprecificação hawkish por parte do mercado.
Na pré-abertura, os futuros do Dow Jones avançavam 0,07%, os do S&P 500 subiam 0,17%, enquanto os contratos do Nasdaq 100 registravam alta de 0,25%, sustentados principalmente pela melhora no sentimento em relação aos ativos de crescimento.
O movimento sugere uma abertura positiva, ainda que moderada, com o mercado interpretando o dado como um sinal de que a inflação segue sob controle mesmo em um ambiente de petróleo ainda sensível ao Oriente Médio.