Entenda a aplicação e seu desempenho nos últimos anos.
Segundo quem aplica em Fundos de Investimento Imobiliário (FII), a resposta para a pergunta do título é "sim". A base de investidores desses ativos segue crescendo mesmo durante a pandemia e o período de recessão pelo qual o país vem passando. Foram registradas mais de 1,5 milhão de pessoas investindo em FIIs em novembro, segundo dados da B3 - ou seja, 300 mil novos CPFs de janeiro de 2021 até novembro.
Um levantamento da Teva Índices, feito com exclusividade para o jornal Valor Econômico, mostrou que o dividend yield (dy) do Índice de Fundos Imobiliários da B3 (Ifix) chegou em 7,90% ao ano em 2021. Segundo o relatório, o dy do índice ganhou do retorno anualizado do CDI durante o ano todo.
Comparados ao Ibovespa, que terminou o ano recuando 11,93%, os FIIs tiveram alta. Foram 8,78% só em dezembro, o que fez o Ifix encerrar 2021 em uma leve queda de 2,28%.
Segundo a reportagem do Valor, o revés na renda variável se deve em parte à alta da taxa Selic, que foi de 2% para 9,25% durante o ano - e deve subir ainda mais em 2022: 11,75%, segundo expectativa do mercado no último boletim Focus, divulgado hoje (10).
Valor patrimonial
O valor de patrimônio dos fundos listados na bolsa atingiu seu maior nível nominal: R$ 167 bilhões de reais. Já a soma dos preços das cotas negociadas na B3 é de cerca de R$ 37 bilhões de reais. Para os gestores ouvidos pela reportagem, isso denota um potencial de alta no médio e longo prazos.
Desempenho
O desempenho do Ifix em uma década de existência exibiu um retorno nominal acumulado de 180,48%, enquanto, no mesmo período, o Ibovespa subiu 51,25% e o CDI somou um ganho de 148,85% - segundo dados presentes na reportagem.
De acordo com a B3, entre janeiro e novembro de 2021 houve 69 emissões no mercado, com captação de R$ 22 bilhões de reais. Em 2020, foram 75 e R$ 25 bilhões e, em 2019, a captação foi de R$ 23 bilhões em 70 aberturas de capital. Para 2022, os gestores ouvidos pela reportagem acreditam que as incertezas econômicas podem diminuir a demanda por novas ofertas.
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