Mercados reagem positivamente à criação de vagas abaixo do esperado; dólar perde força, ouro dispara e petróleo renova mínimas de quatro meses
As bolsas americanas fecharam em alta nesta quinta-feira (2), impulsionadas por um relatório de empregos dos Estados Unidos mais fraco do que o esperado, reduzindo as apostas de que o Federal Reserve precisará elevar os juros ainda este ano. O movimento também pressionou o dólar, fortaleceu o ouro e levou o petróleo ao menor nível em quatro meses.
A economia americana criou 57 mil empregos em junho, bem abaixo da expectativa de 110 mil vagas, segundo levantamento da Reuters. Apesar disso, a taxa de desemprego caiu de forma inesperada para 4,2%, mantendo o mercado de trabalho próximo do pleno emprego.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reforçou na véspera o compromisso da autoridade monetária com a meta de inflação de 2%, afirmando que os riscos inflacionários relacionados aos conflitos geopolíticos diminuíram nas últimas semanas.
Em Wall Street, o Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,92%, o S&P 500 avançou 0,65% e o Nasdaq ganhou 0,53%. Na Europa, o índice STOXX 600 subiu 1,6%, acompanhando o otimismo após a divulgação dos dados americanos.
No mercado de câmbio, o índice do dólar caiu 0,73%, enquanto o euro avançou para US$ 1,1455. O iene também ganhou força diante da moeda americana, refletindo expectativas de possível intervenção das autoridades japonesas.
Os preços do petróleo seguiram em queda após o encerramento das negociações entre Estados Unidos e Irã em Doha, reduzindo preocupações com o abastecimento global. O Brent recuou para US$ 70,81 por barril, enquanto o petróleo americano fechou em US$ 67,70.
Já o ouro foi um dos principais destaques do dia. Com a redução das expectativas de aperto monetário, o metal precioso avançou 2,45%, encerrando cotado a US$ 4.128,69 por onça. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin subiu 2,92%, enquanto o Ethereum avançou 5,84%.