Por Maria Eduarda Cabral em Terça, 26 Agosto 2025
Categoria: Economia

Lula reage a ameaças de Trump sobre big techs: “Brasil não será subalterno”

Presidente critica postura do republicano, reafirma soberania nacional e comenta desafios globais como guerra na Ucrânia e conflito em Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (26) que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, continua agindo como um imperador ao ameaçar países em defesa das big techs americanas. "É uma coisa descabida", declarou Lula na abertura da reunião ministerial do dia, aberta à imprensa.

O comentário veio após Trump, na segunda-feira (25), dizer que aplicaria consequências a nações que "mexessem" com empresas de tecnologia dos EUA. Lula ressaltou que essas companhias são patrimônio americano, mas não brasileiro.

"Para nós, é patrimônio americano, mas não é nosso. O Brasil tem soberania, uma Constituição e uma legislação próprias. Quem quiser atuar nos nossos 8,5 milhões e meio de km², no espaço aéreo, marítimo e na floresta, precisa respeitar nossas regras", afirmou.

Lula reforçou que o governo está sempre aberto ao diálogo, especialmente em temas comerciais, mas não aceita ser tratado como subordinado. "Isso não aceitamos de ninguém. Nosso compromisso é com o povo brasileiro", disse.

O presidente também avaliou que a guerra entre Rússia e Ucrânia caminha para o fim, já que, segundo ele, os líderes dos dois países e até Donald Trump reconhecem os limites do conflito. Lula destacou que a principal preocupação será definir quem arcará com a dívida da guerra, ressaltando a necessidade de apoio internacional para reconstruir a Ucrânia.

Sobre o cenário no Oriente Médio, Lula lamentou o prosseguimento do genocídio na Faixa de Gaza, onde, segundo ele, "todo dia mais gente morre". Reafirmou ainda que continuará defendendo mudanças na governança global para torná-la mais justa e eficaz.

Na abertura do encontro, Lula e os ministros usaram bonés azuis com a frase "O Brasil é dos brasileiros". O presidente informou que a reunião seria mais curta e restrita a poucos pronunciamentos, entre eles os do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (PT), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Sidônio Palmeira (Secom).

Com informações do Estadão

Luiz Hota

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