Mercados globais avançam com enfraquecimento do mercado de trabalho americano, enquanto investidores reduzem expectativas de alta dos juros nos EUA
As bolsas globais encerraram a semana em alta após os dados de emprego dos Estados Unidos mostrarem um mercado de trabalho mais fraco do que o esperado, reduzindo as expectativas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve ainda nos próximos meses.
Na Europa, o índice STOXX 600 atingiu uma máxima histórica durante o pregão antes de fechar em alta, impulsionado principalmente pelos setores de serviços públicos, indústria e materiais básicos. O movimento também foi acompanhado pelos futuros de Wall Street, que avançaram mesmo com o mercado americano fechado devido ao feriado da Independência.
O alívio veio após o relatório de emprego divulgado na quinta-feira indicar desaceleração na criação de vagas e revisões para baixo nos números dos meses anteriores. Com isso, investidores passaram a enxergar menor necessidade de aperto monetário por parte do Fed.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, aumentou a probabilidade de o banco central americano manter os juros inalterados na reunião de setembro, refletindo a mudança de percepção do mercado após os novos dados econômicos.
Na Ásia, os indicadores de atividade também reforçaram o sentimento positivo. Os índices PMI mostraram expansão da atividade em junho, com destaque para a recuperação do setor de serviços no Japão e para a aceleração da demanda externa na China.
No mercado cambial, o dólar perdeu força diante das principais moedas, enquanto o iene permaneceu próximo das máximas recentes, em meio às expectativas de possíveis intervenções das autoridades japonesas.
Entre as commodities, o petróleo operou próximo da estabilidade após as recentes quedas provocadas pela redução das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. Já o ouro voltou a subir, beneficiado pela menor expectativa de alta dos juros americanos.
Agora, as atenções do mercado seguem voltadas para os próximos indicadores de inflação e atividade econômica, que poderão confirmar se o Federal Reserve realmente terá espaço para manter a política monetária estável nos próximos meses.