Autoridade monetária sinaliza possibilidade de cortes nos próximos meses, mas com cautela
O Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa de juros em 3,75%, mas a decisão veio com uma divisão forte entre os membros do comitê, com 5 votos a favor da manutenção e 4 contra. O resultado reforça que o banco central está cada vez mais próximo de iniciar cortes nos juros.
O presidente do banco, Andrew Bailey, afirmou que os riscos de a inflação continuar persistente diminuíram, indicando um cenário mais favorável para flexibilização da política monetária.
Segundo ele, o crescimento dos salários está desacelerando e novas análises indicam que mudanças estruturais no mercado de trabalho não devem continuar pressionando a inflação.
Mesmo assim, Bailey destacou que cortes de juros devem acontecer com cautela. Reduzir os juros rápido demais pode reacender a inflação, enquanto demorar demais pode prejudicar a economia e forçar cortes maiores no futuro.
A avaliação atual do banco é que deve haver espaço para reduzir os juros nos próximos meses, caso a economia e a inflação continuem evoluindo como esperado. Ainda assim, o presidente reforçou que o banco precisa de mais evidências de que a inflação voltará de forma sustentável à meta, especialmente ao analisar a inflação subjacente, considerada um indicador mais estável da tendência de preços.